Gílson Yoshioka lança obra com minicontos de apenas uma linha no Festival do Japão

Por Paula Cabral Gomes

O autor de

O autor de “Linha tênue”, Gílson Yoshioka

Com um livro que foge de uma estrutura considerada comum, Gílson Yoshioka lança a obra Linha tênue, composta de minicontos de apenas uma linha, no 21º Festival do Japão, que ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de julho.

Linha tênue é o sexto livro do escritor, jornalista e editor – e também vocalista e compositor – brasileiro que teve seu interesse pela cultura japonesa incentivado pela ascendência da família e também por séries, desenhos, livros, jogos e produtos vindos do Japão.

Como apaixonado pelas palavras, Yoshioka conta um pouco de sua história com a cultura e o idioma do Japão e indica autores japoneses e nipo-brasileiros para aqueles que desejam conhecer um pouco mais da história do Japão por meio da literatura.

O autor estará no Espaço Letras e Artes, no estande da ANBLA (Associação Nipo-Brasileira de Letras e Artes), durante os três dias do Festival do Japão, com Linha tênue – obra que aborda questionamentos existenciais, o cotidiano, o fazer literário, os relacionamentos pessoais, entre outros assuntos –, publicada pela Telucazu Edições.

Além de lançar seu livro, Yoshioka ministrará oficinas de haikai e poesia minimalista, lançará a obra Samureka Sapeca, de Thoshio Katsurayama, e levará obras da editora Telecazu para apresentar ao público do Festival.

No estande, o autor estará ao lado de várias obras de autores(as) nipo-brasileiros(as), exibição dos filmes do Coletivo Oriente-se, apresentações de dança de espadas e leques, oficinas culturais e O Caminho de Shikoku (peregrinação milenar que percorre 88 templos, contornando toda a extensão da ilha de mesmo nome, com a coordenação de Margo Sassaki).

Confira a entrevista que fizemos com Gílson Yoshioka e não deixe de visitá-lo no Festival do Japão.

Imagem da capa do livro

Imagem da capa do livro “Linha tênue”

Quando começou a estudar japonês?
Comecei a estudar japonês quando era criança em Santos. Frequentei nihongakkou por um curto período e também tive professores particulares de japonês.

Em que nível está?
Estou no nível intermediário. Depois de adulto, estudei com a Funatsu-sensei em Santos, por um tempo na Aliança Cultural Brasil-Japão e no Bunkyo em São Paulo.

Quando, como e por que começou seu interesse pela cultura japonesa?
O meu interesse pela cultura japonesa começou por influência da família e também pelas séries, desenhos, livros, jogos e produtos com o selo “Made in Japan”. Na minha infância, os mangás ainda não tinham chegado com força no Brasil.
          Nasci e cresci em Santos, onde a comunidade japonesa não é grande. Frequentei nihongakkou por um curto período e também tive professores particulares de japonês. Fui a algumas festas da comunidade, como o undokai, mas tanto eu como minhas irmãs e primas não criamos muitos laços por lá. Em eventos pontuais, isso seria muito difícil de acontecer.
          Na minha escola, minhas irmãs, primas e eu éramos alguns dos poucos de origem oriental. Os meus melhores amigos do ensino fundamental eram todos de origem ocidental. No ensino médio, fiquei mais próximo de apenas um amigo nikkei. Falo bastante desse cenário e da minha trajetória, além da imigração e da história japonesa, no meu livro infantojuvenil A camisa amarela da seleção brasileira.
          A culinária japonesa, as visitas à minha avó no bairro da Liberdade em São Paulo e a própria convivência dentro de casa também foram boas influências.

Qual a importância do aprendizado e do compartilhamento da cultura japonesa no Brasil?
O conhecimento do idioma permite um estudo e um conhecimento mais aprofundado de qualquer cultura.

Quais obras da literatura japonesa você indica para quem quer saber mais sobre a história do Japão?
Indico o Miyamoto Musashi, Haruki Murakami, Kenzaburo Oe e também romances, contos, lendas e histórias infantis. Gosto também de autores nipo-brasileiros, como o Oscar Nakasato, a Célia Sakurai e o André Kondo. Os dois primeiros foram vencedores do Prêmio Jabuti, o último foi finalista e vencedor de mais de 200 prêmios literários.

Faz parte de algum grupo que incentiva a leitura e dissemina a cultura japonesa?
Faço parte da ANBLA (Associação Nipo-Brasileira de Letras e Artes).

De quais celebrações dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil participará?
Neste ano, já participei do Festival do Japão em BH e do Bunka Matsuri em São Paulo. Vou lançar o livro Linha tênue, o meu sexto, no Festival do Japão em São Paulo e ainda em outros eventos.

Quando você começou a escrever?
O meu primeiro livro foi fruto do TCC (trabalho de conclusão de curso) de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. O livro Trocando os pés pelas mãos – O futebol e a vida nas crônicas de Tostão foi lançado em junho de 2010.
          Porém, comecei a gostar de escrever nas aulas de português e redação nos primeiros anos na escola, quando nasceu o sonho de ser escritor. Gostava também de escrever cartas a amigos que tinham se mudado da minha cidade no ensino fundamental e médio na era pré-internet. Há pouco tempo reencontrei um amigo que me deu, ou melhor, emprestou mais de 50 cartas que eu tinha lhe enviado nessa época. A partir dessas correspondências, pode até ser que nasça um novo livro mais à frente.
          Já adulto, voltei a escrever livremente inspirado em autores como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes e outros poetas. A liberdade para escrever é inspiradora até hoje.

Quais trabalhos já publicou?
Trocando os pés pelas mãos – O futebol e a vida nas crônicas de Tostão (2010), Você me ajuda? – Conversas sobre drogas na escola (2012), A camisa amarela da seleção brasileira (2014), Meus primeiros passos nas ruas e no trânsito (2016) e Frugais transgressões (2017).

Quais são as expectativas para o lançamento que você fará no Festival do Japão?
Dos cinco livros que já lancei, apenas um foi no Festival do Japão, no ano passado. Linha tênue, o meu sexto livro, será o meu segundo lançamento no Festival. É sempre gratificante participar do maior evento de cultura japonesa do país e do mundo! Tenho a oportunidade de reencontrar amigos, de conhecer gente nova e de fazer novas amizades em três dias de festa! Estar ao lado dos outros escritores é também algo muito especial.

Fale sobre a sua obra e convide o pessoal para prestigiá-lo.
Linha tênue é um livro de minicontos com um formato bastante incomum que remete às narrativas de uma linha do livro. Todos os textos têm apenas um título e uma linha. O prefácio do Welington Andrade, editor da Revista Cult, a orelha pelo Oscar Nakasato, vencedor do prêmio Jabuti, e a quarta capa do Marcelino Freire, organizador do livro Os cem menores contos brasileiros do século, também têm apenas uma linha.
          Sempre gostei de textos sintéticos de aforismos, da poesia, de crônicas, de contos, de reportagens e até de alguns romances. Esses escritos podem conviver bem entre si e muitas vezes o que os separam é uma linha tênue.
          No livro, há questionamentos existenciais, o cotidiano, o fazer literário, os relacionamentos pessoais, entre outros assuntos. Como disse o meu editor André Kondo, o livro é um pequeno tratado filosófico sobre a vida.

Informações:

21º Festival do Japão
Dias:20, 21 e 22 de julho
Horários:
- Sexta: das 12:00 às 21:00
- Sábado: das 9:00 às 21:00
- Domingo: das 10:00 às 18:00
Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo – SP
Ingressos: R$ 22,00 (antecipado), R$ 25,00 (dia do evento)

Adquira o seu ingresso antecipado em qualquer uma das 3 unidades da Aliança:

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(11) 3031-5550
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