Palavra • Kamikaze

(Pilotos suicídas) 

 

Eram pilotos da força aérea japonesa que, na Segunda Guerra Mundial, deliberadamente chocavam seus aviões, repletos de bombas, geralmente em navios da marinha americana. 

Os kamikaze eram freqüentemente estudantes universitários,motivados pela obrigação e gratidão pela família e pelo país. Eles se preparavam, realizando cerimônias, escrevendo poemas de despedida e recebendo um “cinto de mil pontos” (tecido no qual mil mulheres costuravam um ponto, como símbolo de solidariedade e apoio aos pilotos).

  

Uma vez determinado o alvo, o horário da missão e seus últimos detalhes técnicos, os pilotos kamikazes passavam por um ritual de despedida, sendo tratados como jovens deuses e tendo seus desejos materiais satisfeitos. Chegada a hora, cumpriam-se os derradeiros lances, muitas vezes com uma taça de sake e um cigarro; colocavam o hachimaki (pedaço de tecido para amarrar envolta da cabeça), um tipo de lenço que lembrava a antiga tradição de combate dos samurais e, em alguns casos, embainhando a espada, buscava-se a concentração e o autodomínio que a missão exigia. E então, em aviões, carregados com cerca de 250 quilos de bombas, eles partiam para a morte.

 

 

O conceito do kamikaze foi do Vice-Almirante Takijiro Onishi. Sentindo que a força aérea japonesa não podia mais competir, Takijiro propôs transformar os aviões em mísseis humanos. Os pilotos precisavam de um pequeno treinamento, sobre decolagens, mas não sobre pousos, e um avião bombardeio difícil de ser derrubado. Eles foram chamados de kamikaze, que significa “vento divino” (em consideração aos tufões que salvaram o Japão em 1274 e 1281, por rechaçar a invasão da frota de Kublai Khan). Estima-se que no total, mais de dois mil pilotos tenham atirado seus aviões contra alvos americanos.  

O mais efetivo ataque dos kamikaze foi na batalha de Okinawa. Mais de 300 naves mergulharam, ao mesmo tempo, sobre a frota aliada. Com final da Guerra, os kamikaze haviam afundado ou danificado mais de 300 navios americanos, totalizando 15.000 mortes. Diversos milhares de aviões kamikaze foram preparados para a invasão da ilha central do Japão, que nunca aconteceu. Ironicamente, o kamikaze e sua filosofia de sacrifício fatal, a obstinação japonesa em relação à desonra da rendição, foram algumas das razões que levaram o presidente Truman a decidir pelo uso da bomba atômica.  

Na noite da rendição japonesa, Takijiro Onishi cometeu suicídio, deixando um bilhete se desculpando pela morte dos pilotos, pois seu sacrifício havia sido em vão.

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