Especial: Confira entrevista com o aluno Clauber de Oliveira

O jovem Clauber de Oliveira tem 34 anos, é analista de sistemas e apaixonado pela cultura japonesa! Ele é aluno da Aliança, ajuda e participa sempre dos eventos promovidos pela entidade, e nessa entrevista, ele conta um pouco sobre como surgiu todo o interesse pela língua e cultura japonesa!

clauber2(crédito da imagem: Vitor Zen)

Aliança: Por que você decidiu estudar japonês?
Clauber: Eu tenho interesse e contato com a língua japonesa desde pequeno. Cresci assistindo animes e tokusatsus na extinta TV Manchete (muito antes de conhecer essas palavras) e iniciei efetivamente o estudo assistindo na TV Cultura a série de vídeo aulas “Vamos Aprender Japonês”. Na época eu tinha 11 anos. Eu programava o videocassete para gravar os programas que passavam na TV de manhã, horário em que eu estava na escola, e assistia quando chegava em casa. Com isso meu interesse pela língua e cultura japonesa foi crescendo ao longo dos anos, e depois de adulto resolvi me matricular no curso da Aliança e seguir com firmeza nos estudos.

Aliança: Você também pratica kendô! Como você começou esse esporte tão tradicional na cultura japonesa?
Clauber: Eu já havia ouvido falar de Kendo mas não sabia que existiam academias em São Paulo. Quando criança fiz Karatê e depois de adulto, fiz MuayThai. Em um dado momento eu decidi voltar a fazer uma arte marcial japonesa e acabei pesquisando sobre academias de Kendo em São Paulo. Por coincidência um colega de trabalho disse que havia praticado e me recomendou treinar no Bunkyo. Depois de poucos dias de treino eu já estava apaixonado pela arte, pelo ambiente, treinos, colegas, professores… Venho treinando duro desde então, há 2 anos e meio e já participei de vários campeonatos, tendo boas classificações. No campeonato paulista e no brasileiro de 2016 na modalidade por equipes conseguimos 1° e 2° lugar, respectivamente, na categoria iniciantes (Ikkyu).

Acredito que o Kendo é uma arte marcial que pode contribuir muito para a sociedade. Nós trabalhamos muito os conceitos básicos para o crescimento individual: humildade, perseverança, respeito e companheirismo. Durante os treinos nós levamos nossos corpos, mentes e espíritos ao extremo e isso nos ensina a sempre superar os próprios limites.

Se nós aplicarmos tudo isso no nosso dia a dia podemos perceber a vida de uma maneira diferente, e encarar nossos problemas com maior confiança de que somos capazes de resolve-los. Isso pode tornar nossa vida melhor, nossa comunidade e até mesmo o mundo.
É muito importante manter isso vivo e passar para nossas crianças e jovens.

Aliança: Você já visitou o Japão? Tem vontade?
Clauber: Ainda não visitei, mas tenho muita vontade. Esse é um sonho de criança que tenho. Estou fazendo planos para ir durante minhas férias em 2018, mas depois disso pretendo voltar várias vezes ao Japão.

Aliança: Quais os valores da cultura japonesa que você mais admira?
Clauber: Eu gosto muito da educação japonesa e do sentido de gratidão e respeito que os japoneses têm pelas coisas. Isso pra mim fica muito claro quando dizemos “itadakimasu”, por exemplo. Você pensa em toda a cadeia de processos e pessoas envolvidas para que seu alimento chegue à você e agradece humildemente antes de comer.  Em várias outras situações podemos também ver a educação japonesa em ação: sempre dizendo por favor, obrigado, desculpe, entre outras coisas.

Aliança: O que sua família e seus amigos acham de você estudar nihongo?
Clauber: Minha família sabe que eu gosto de coisas japonesas desde pequeno, então não houve muita surpresa quando eu disse que estava estudando japonês. A minha esposa me incentiva muito e isso me ajuda a seguir firme.

Meus amigos mais próximos também agem com naturalidade, mas a maioria dos colegas de trabalho ou pessoas que convivem menos comigo se assustam quando eu comento. Eu sempre rio e explico, de maneira bem natural, que eu gosto de Japonês e é um estudo como outro qualquer. Apenas talvez mais demorado por que são muitos anos até se conseguir um nível bom de proficiência.

Aliança: Qual o seu método de estudo? Você gosta de assistir filmes, ler mangás?
Clauber: Com certeza. Eu gosto muito de ver filmes e doramas, mas meus favoritos são mangás e animes shounen (estilo conhecido de histórias para meninos).  Para ajudar nos estudos estou dando preferência por aqueles que sejam de situações do cotidiano. Também para ajudar nos estudos eu gosto de ouvir músicas acompanhando com as letras. Faço isso com j-pop, j-rock e até mesmo aberturas de animes. Por isso eu gosto muito de karaokê.

Aliança: Tem algum aplicativo que você usa e recomenda?
Clauber: Eu usei bastante dois aplicativos chamados: japanese-hiragana e japanese-katakana (applestore). Usei por um tempo o Nemo japonês, mas no geral eu uso apenas o Google Tradutor.

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