Entrevista: Aluno da Aliança, Daniel Picanço estuda japonês há 7 anos e toca taiko

Daniel Picanço, 26 anos, é estudante de Contabilidade, aluno da Aliança desde 2010 e toca taiko desde o colégio. Hoje, no último módulo do curso de japonês, ele conta um pouco da relação dele com a cultura japonesa!

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Aliança: Há quanto tempo que você estuda japonês?

Daniel: Eu comecei em 2010, o primeiro ano básico, só que eu parei um ano – faz um ano e meio – para poder estudar para o vestibular, porque eu desisti da faculdade. Então desde 2010, só que um ano parado para estudar para o vestibular.

Aliança: Por que você decidiu estudar japonês?

Daniel: Na verdade eu sempre quis estudar japonês. Eu sempre fiz parte da comunidade japonesa no interior, meus amigos eram todos de lá. Eu passei um tempo em Vargem Grande Paulista, depois fui pra Ibiúna, e sempre quis estudar, mas lá era mais complicado, porque tinha que fazer parte da associação. Aí quando eu vim pra São Paulo, eu conheci um amigo que estudava aqui, e ele me indicou. Pensei que era uma ótima oportunidade, já que estava por aqui.

Aliança: Como você começou a tocar taiko?

Daniel: Comecei na época do colégio, ainda na adolescência, porque boa parte dos meus colegas tocava taiko, e eu já praticava artes marciais. Como ia ter um workshop de taiko, que os meus próprios colegas estavam organizando, eles me chamaram pra conhecer, pra ver se eu não queria fazer parte também. Aí fiz o workshop, gostei, e estou aqui até hoje. Isso no interior, na cidade de Ibiúna, no grupo Ryubu Daiko.

Aliança: Você já visitou o Japão?

Daniel: Infelizmente ainda não, mas pretendo no próximo ano, em 2018 ou em 2019, visitar justamente por meio do taiko. A ideia, na verdade, é ir lá para conhecer a principal fundação, o principal instituto do taiko e observar de perto os projetos e os trabalhos deles lá. Todo ano tem campeonato júnior lá no Japão, e a ideia é, se possível, ir lá para acompanhar o evento.

Aliança: Quais os valores da cultura japonesa que você mais admira? Por que é importante preservar essa cultura, na sua opinião?

Daniel: Todo mundo sempre fala de disciplina, e realmente é muito importante, mas eu acho que o mais importante é o pensamento em comunidade. Isso, na minha opinião, é o que faz o Japão ter tanto sucesso, em tudo, tanto na questão social quanto econômica, e aqui no Brasil é importante a comunidade japonesa também preservar isso. O pensamento em comunidade é o valor mais importante que eu vejo dentro da cultura japonesa. Eu acho que não só o Brasil, mas diversos países deveriam agregar também esse pensamento em comunidade que o japonês tem tão forte.

Aliança: Fora o taiko, você carrega algum outro aspecto da cultura japonesa na sua vida?

Daniel: Na verdade, muita coisa, porque eu cresci dentro da comunidade, então vários aspectos como a disciplina, o pensamento em comunidade, o respeito, tudo isso, eu tento levar para a vida pessoal e profissional. No meio profissional, tudo o que for fazer, fazer bem feito, dar o máximo em tudo o que a gente faz, e pensar sempre no próximo.  Então fazendo um trabalho que envolva outras pessoas, eu vou dar o meu máximo para que todos possam usufruir o máximo possível. Eu fiz artes marciais também, então a gente sempre leva a questão do respeito ao companheiro ao lado, de todo mundo sempre trabalhar junto, para a vida pessoal.

 

Aliança: Que artes marciais você fez?

Daniel: Eu fiz aikido, também em Ibiúna. Mas eu parei, infelizmente.

Com o taiko, hoje, eu estou mais na questão burocrática, porque eu faço parte da Associação Brasileira de Taiko (ABT), e estou como coordenador de eventos e projetos lá. Com a faculdade, trabalho e o trabalho na ABT, mesmo, fica difícil de treinar, infelizmente. Eu sinto bastante falta, mas eu ainda faço parte do grupo de Ibiúna, do Ryubu Daiko. A gente está sempre junto, nos eventos, levando o nome do grupo no coração.

Aliança: O que sua família e seus amigos acham de você estudar japonês?

Daniel: Meu pai foi professor de inglês, então ele sempre achou importante aprender várias línguas. Uma coisa que ele sempre fala é que quando você aprende uma língua, você aprende a cultura e vice-versa, quando você aprende a cultura, você entende melhor a língua. Então meus pais acham muito legal aprender não só japonês, mas diversas línguas. O japonês, especificamente, pra aprender um pouco mais, entender um pouco mais da cultura, entender por que que é assim, como que ela funciona, então eles gostam bastante.

A maioria dos meus amigos são descendentes de japoneses, porque em Ibiúna a comunidade japonesa é bem grande, então para eles é normal, porque boa parte deles também fala, e os que não falam acham bem interessante. É importante realmente aprender não só o japonês, mas diversas línguas estrangeiras.

Aliança: Qual o seu método de estudo? Você gosta de assistir a filmes, ler mangás?

Daniel: Na adolescência eu via mais animes, mangá eu nunca fui muito fã de ler, mas eu acho bem interessante. Mas era mais assistir a anime pra assimilar a fala e música.

Hoje, com a netflix, ajuda bastante porque tem bastante coisa, muito anime e agora tem reality shows. Eu estou acompanhando alguns, é muito bom porque traz pro japonês moderno, você vê como que se fala mesmo o japonês, como seria se fosse no Japão, então é mais fácil de assimilar e de entender. Esses reality shows são bem interessantes para aprender, para ir treinando.

Durante as aulas, uma coisa que eu gosto bastante de fazer é o “shadowing”, que é ouvir e tentar, ao mesmo tempo, falar o que está sendo dito ali. Então eu pego um CD de áudio, de diálogos, e começo a escutar e tentar reproduzir o que eles estão falando, e entender da melhor forma possível. E, quando dá tempo e inspiração, treinar um pouco de kanji. Aí eu uso o material da Aliança mesmo, pego um caderno quadriculado e treino kanji.

Aliança: O que você pretende fazer depois que terminar o Nozomi 3 (último módulo do Avançado)?

Daniel: Depois, eu e os meus colegas de sala do Nozomi pretendemos continuar os estudos e, talvez, montar uma turma personalizada, da própria Aliança, se possível, e tentar abordar os temas, os conteúdos que a gente tem mais dificuldade ou que queira aprender com mais afinco. Então a ideia é essa, se não vingar a turma, de qualquer forma, eu quero continuar estudando e, se possível, fazer algum curso particular, mesmo, pra realmente ficar mais fluente mesmo no japonês e não passar apuros.

Colaboradores
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