Palavra • Emigração Japonesa

 

A emigração teve início com a abertura do Japão ao resto do mundo e com sua entrada na era da modernidade em 1868.

 

Os primeiros registros de emigração japonesa são de 1868, quando Eugene M. Van Reed (homem de negócios americano) enviou um grupo de aproximadamente 150 japoneses ao Havaí para trabalhar em plantações de cana-de-açúcar e outros 40 para a ilha de Guam. Esse recrutamento e envio ilegal de trabalhadores, conhecido como gannenmono, marcou o início da migração de mão-de-obra japonesa ao exterior.

 

As duas décadas posteriores foram marcadas pela proibição da saída dos japoneses do país, devido ao tratamento escravista que os primeiros migrantes japoneses receberam no Havaí e em Guam.

 

No ano de 1885, o Japão e o Havaí assinaram a Convenção de Imigração, que permitiu a emigração de 29 mil japoneses para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar com contratos de três anos.


Ao mesmo tempo, outras centenas de japoneses partiam para Ilha Thursday na Austrália, Fiji e outros lugares do Pacífico Sul com contratos de trabalho semelhantes. Esses “imigrantes” eram trabalhadores dekassegui, que pretendiam voltar ao seu país com algum dinheiro após alguns anos de trabalho em terras estrangeiras.

 

No ano de 1893, um grupo de autoridades do governo japonês organizou o chamado Colonization Society, ou Sociedade de Colonização, com a intenção de desenvolver as “colônias” japonesas no exterior. O projeto inicial da Sociedade, datado de 1897, tentou estabelecer uma colônia agrícola no México. Apesar do fracasso, esse projeto marcou o começo da imigração japonesa para a América Latina. Em 1899, cerca de 790 pessoas emigraram para o Peru com contratos de trabalho.

 
Próximo a chegada do século XX, muitos jovens deixaram o Japão para estudar em Estados Unidos. Trabalhadores comuns também entraram pela Costa do Pacífico, tanto nos Estados Unidos quanto no Canadá. Nos estados Unidos, esse acontecimento transformou-se em um problema político na década de 1900.   A agitação antijaponesa na Costa Oeste acabou levando a sérias restrições à entrada de japoneses no Canadá em 1923 e pôs fim à imigração japonesa aos Estados Unidos no ano seguinte.


Com a América do Norte fechando suas portas ao povo japonês, os outros países e regiões absorveram a quantidade cada vez maior de imigrantes japoneses. O Brasil se tornou o principal destino da migração de mão-de-obra japonesa.

 

Em 1908, emigrantes japoneses deixaram o país com destino ao Brasil. Muitos trabalhadores contratados também foram para as Filipinas, onde trabalharam em construções de grandes estradas. Regiões do Sudeste Asiático também atraíam os trabalhadores e homens de negócios japoneses.

 

Em meados da década de 30, após o estabelecimento de um governo fantoche na Manchúria, o Japão fez da emigração uma política de Estado. Anteriormente, exceto pela migração de mão-de-obra com contrato do governo para o Havaí, o governo japonês não havia se envolvido diretamente no recrutamento e no gerenciamento dos emigrantes. Em vez disso, as empresas de emigração desempenhavam um papel central na saída dos japoneses, enquanto outros deixavam o país por conta própria.


A colonização da Manchúria na década de 1930 envolveu a emigração patrocinada pelo Estado, enviando famílias rurais empobrecidas das regiões do Japão Central e do Norte. Embora a Guerra do Pacífico tivesse interrompido a migração japonesa para as Américas, outras áreas como a Micronésia, a Manchúria e os territórios ocupados e colonizados pelo Japão atraíram uma grande quantidade de japoneses até o fim da II Guerra Mundial.

 

O Japão devastado pela guerra precisava dispersar sua população, que era muito maior do que o suprimento interno de alimento e outros recursos limitados. Assim, depois da assinatura do Tratado de Paz de São Francisco em 1951, que deu a independência ao Japão, o país fez alguns ajustes especiais com os governos dos países latino-americanos para envio de colonizadores imigrantes que trabalhariam para o desenvolvimento agrícola.

 

Os primeiros imigrantes do pós-guerra foram ao Brasil em 1952, para o Paraguai em 1954, para a Argentina em 1955, para a República Dominicana em 1956 e para a Bolívia em 1957. Na década de 60, a recuperação econômica do Japão interrompeu a emigração. Ironicamente, desde a década de 80, muitos nikkeis de segunda e de terceira geração têm migrado dos países latino-americanos para o Japão, onde poderiam ter salários melhores do que em seus países imersos em problemas econômicos.

 

Embora a era da imigração em massa esteja terminada, muitos japoneses ainda deixam o Japão para viver em várias partes do mundo por transferências temporárias de trabalho, casamento, estudos, ou empreendimentos comerciais. Estão surgindo, portanto, novas comunidades japonesas na Europa, na Ásia, nas Américas e na Oceania. Os Estados Unidos também têm atraído muitos japoneses depois de anular sua proibição à entrada de japoneses, primeiro destinando uma quota anual nacional de 185 imigrantes em 1952 e abolindo as restrições baseadas na origem nacional em 1965. Depois da guerra, um grande número das chamadas war brides, ou “noivas de guerra”, entraram no país com seus maridos Americanos.

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