Confira artigo escrito pelo dr. Jorge de Araújo Cintra Camargo

DR_JORGEHoje, a Aliança perdeu um de seus principais líderes e referências. O Dr. Jorge de Araújo Cintra Camargo, advogado, professor e educador, era associado da Aliança desde 1988 e foi conselheiro, diretor cultural e presidente do Conselho Superior da entidade. Era tão profundo admirador da cultura japonesa que chegou a ser nomeado “Joji Shintaro Kamarugo” pelos colegas da Escola Condessa Filomena Matarazzo. O velório segue no Cemitério da Vila Mariana (R. Batista Caetano, 300) e a cremação está prevista para às 15 horas no Crematório da Vila Alpina.

Confira abaixo o artigo escrito pelo dr. Jorge para a edição 31 da revista Aliança News.

Dedicação e carinho pela comunidade

* Por Jorge de Araújo Cintra Camargo

Quem não me conhece costuma me perguntar qual meu relacionamento com a comunidade nipo-brasileira e como vim para a Aliança Cultural Brasil-Japão. Digo-lhes que foi uma decorrência de atividades exercidas como professor secundário e diretor de estabelecimento de ensino de grau médio da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo e como advogado com escritório, desde 1957, no bairro da Liberdade. Ocasiões em que evoco felizes fases de minha vida profissional, nas quais adquiri e travei conhecimentos, fazendo amizades que preservo até hoje.

Como professor ingressei, por concurso público, na Escola Normal Manuel José Chaves em São Manuel em 1949, logo após acumulei dois cargos de professor efetivos por concurso público, lecionando em Santo André, nas cidades vizinhas de Americana e Santa Bárbara do Oeste, em Poá, Osasco, Guarulhos e na Capital. Em 1963, por concurso ingressei como diretor do Ginásio Estadual de Ermelindo Matarazzo, removendo-me em 1968 para o Ginásio Alcides da Costa Vidigal, na avenida Paulista e depois para a escola de 1o e 2o grau Dr. Caetano de Campos na Praça da República, por onde me aposentei em 1979.

Nessas escolas, como professor, tive muitos alunos descendentes de japoneses, mas foi em Poá, onde permaneci por 5 anos, que meu contato com esses alunos foi maior. Guardo muitos de seus nomes na memória e no coração. Minha experiência com esses alunos foi muito boa, pela atitude respeitosa, disciplina e pelo aproveitamento por eles demonstrados.

A minha experiência com professores e especialistas de ensino, orientadores e assistentes, descendentes de japoneses, deu-se na minha direção dos citados estabelecimentos. A mais intensa foi a vivenciada no Ginásio Estadual de Ermelindo Matarazzo, onde permaneci 5 anos. Lá chegando encontrei só uma professora nissei. Ao me remover da escola, em 1968, esse número era de quase 30 descendentes de japoneses. Foi uma experiência inesquecível pela harmonia existente entre direção, professorado, funcionários e alunos. Esse clima e o apoio da comunidade ensejaram que a escola, denominada Condessa Filomena Matarazzo, se tornasse modelo na zona leste da Capital. Foi nessa escola que os professores, tantos eram os nisseis, carinhosamente traduziram meu nome para “Joji Shintaro Kamarugo.”

Como advogado, desde 1957 no bairro da Liberdade, fui convidado e ingressei no Rotary Club de São Paulo Liberdade em 1983, desligando-me por falta de tempo em 1995, embora mantendo contato com o clube e seus sócios. A entidade tem uma característica, mantida desde sua fundação em 1976, de seu quadro associativo ter a metade de seus sócios de origem nipônica. E também de alternar sua presidência entre integrantes dessas metades. Nesse clube tive assim a felicidade de trabalhar com e sob a presidência de pessoas expressivas da comunidade nipo-brasileira.

Foi por intermédio do seu presidente 1986/87, o saudoso Takeji Sakamoto, que ingressei há quase 25 anos na Aliança Cultural Brasil-Japão como seu associado e conselheiro, tendo sido secretário e vice-presidente de seu Conselho. E “last but not least”, tenho na minha família uma sobrinha por afinidade que é nissei, pois é ela casada com meu sobrinho, genitores de um casal encantador de filhos com 15 e 16 anos respectivamente. Sinto-me, pois, honrado por pertencer a Aliança Cultural Brasil-Japão e estar pela segunda vez ocupando o cargo de seu diretor cultural, considerando-me, desse modo, também integrante dessa operosa comunidade nipo-brasileira.

* Dr. Jorge de Araújo Cintra Camargo é diretor cultural da Aliança Cultural Brasil-Japão

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